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05/ago/2020

A dor muscular tardia é também conhecida como dor  por microtraumas ou mais comumente como “dor do dia seguinte”.

Ao contrário da dor muscular aguda e imediata durante um exercício físico extenuante – com aquela sensação de queimação dos músculos que todos nós já experimentamos – a dor muscular de início tardio, descrita pelos americanos como “delayed onset muscle soreness” (da sigla DOMS, em inglês), é consequência do processo inflamatório em curso durante exercícios físicos intensos e não pelo acúmulo de lactato (ou ácido lático) que outrora representava a causa da dor muscular.

Apresenta um mecanismo fisiológico distinto da dor muscular aguda. Em situações de exercícios extenuantes, ocorre o acúmulo de ácido lático (ou lactato) que proporciona um ambiente ácido no músculo pela produção de íons hidrogênio e provoca o que é chamado de acidose metabólica e, consequentemente a dor, uma vez que o transtorno na remoção do ácido lático e também de potássio estimula os receptores dolorosos localizados nos músculos liberando assim substâncias conhecidas como prostaglandinas.

O lactato é metabolizado (decomposto) no fígado por um complexo conjunto de reações químicas, chamado de ciclo de Cori, ao mesmo tempo em que o bicarbonato de sódio produzido é decomposto e removido pela respiração.

QUADRO CLÍNICO

O quadro clínico da DOMS é de natureza transitória e caracterizado por dor, edema (inchaço), perda parcial do movimento articular, diminuição da flexibilidade e perda da força muscular do membro afetado.

Internamente, podem ocorrer aumentos dos níveis séricos (sangue) de enzimas como a creatina quinase (CK), desidrogenase lática (LDH), mioglobina e fragmentos da cadeia pesada de miosina.

A medida da CK nos dias seguintes ao exercício orienta a recuperação do atleta, mas seu perfil é individual, ou seja, varia de pessoa para pessoa e não deve ser utilizada com comparações a valores absolutos.

TRATAMENTO

São descritos fatores que atenuam o quadro inflamatório pós-exercício tais como a ingestão  de carboidratos e proteínas, o uso de roupas compressivas (bermudas e meias) e o uso de gelo (crioterapia), indicado pelos estudos como o procedimento mais eficaz no controle da DOMS.

A imersão em gelo deve ser imediata após o exercício, desta forma diminuindo o tempo de recuperação do atleta através da diminuição da temperatura tecidual e da diminuição do metabolismo muscular, provocando um efeito analgésico e atenuando a resposta inflamatória causadora da dor.

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22/jul/2020

Cãibras podem acometer qualquer um, inclusive pessoas saudáveis e com bom condicionamento físico.

Essas contrações musculares dolorosas costumam ocorrer pelos mais diversos motivos e podem acontecer em repouso, durante uma atividade física ou até mesmo no meio da noite durante o sono.

A desidratação proveniente do desgaste físico, o encurtamento muscular que ocorre quando um praticante de corrida tem pouca amplitude de movimento, e a falta de nutrientes, como o sódio e o potássio, são os principais fatores para o aparecimento da câimbra.

E no inverno, o problema tende a piorar porque, nos dias frios, as baixas temperaturas tendem a provocar a chamada constrição vascular (diminuição dos calibres dos vasos sanguíneos), prejudicando a circulação do corpo. Com as terminações nervosas mais sensíveis, o organismo manifesta o problema a partir da contração dos músculos, causando a dor.

Geralmente ocorre na panturrilha, mas também podem acontecer em outros grupos musculares do corpo, como coxa, pés e mãos.

O sintoma mais comum da cãibra é uma dor intensa e aguda, com duração de alguns segundos a 15 minutos. No entanto, em alguns casos, um nódulo protuberante de tecido muscular sob a pele também pode acompanhar uma cãibra.

Como evitar essas dores?

Mantenha-se hidratado, pois a desidratação é a principal causa da ocorrência de cãibras musculares. Procure ingerir pelo menos 2 litros de água diariamente.

Manter uma alimentação saudável e consumir alimentos ricos em minerais, potássio, magnésio e cálcio são estratégias utilizadas para promover a reposição dos nutrientes. Banana, castanha do Pará, aveia, granola e brócolis são algumas das opções.

Fazer exercícios sem exagero e também evitar o sedentarismo. Fazer caminhadas para ativar a circulação, evitar gorduras e excesso de carboidratos (para não “entupir” as artérias). Natação também é uma boa opção, pois trabalha toda a musculatura corporal.

A maioria das cãibras musculares não são graves, mas se forem constantes, procure orientação médica.


Palmilhas_e_Sapatos_-_Dr._Responde_3.png
30/mar/2020

Para que possamos manter a saúde de nossos pés, que suportam todo o peso de nosso corpo, é importante revermos nossos conceitos, priorizando a acomodação correta dos pés nos calçados com conforto e estabilidade. Isso pode ser feito com as palmilhas e sapatos ortopédicos que temos no mercado atualmente.

Como acontece de forma silenciosa, as dores e os problemas só são percebidos com o tempo. E cuidar da saúde envolve não apenas manter uma alimentação balanceada e ter boas noites de sono, mas também optar por formas de deixar o corpo confortável, como o uso de palmilhas e sapatos ortopédicos.

Qual a finalidade dos sapatos ortopédicos?

O uso dos sapatos ortopédicos foca em melhorar, aliviar e corrigir os mais diversos problemas nos pés de quem sofre algum problema. Esses calçados ajudam a pessoa a não ter mais incômodos e ter uma vida totalmente normal.

Por fazer com que seu peso e todo impacto seja distribuído da maneira mais apropriada ao caminhar, o fluxo sanguíneo será estimulado pela diminuição na tensão. Esse é um benefício muito valioso dos sapatos ortopédicos para aqueles que possuem problemas como diabetes, obesidade ou que tenham o risco de desenvolver doenças como a trombose.

Outras áreas do corpo também são beneficiadas pelo uso do tênis ortopédico, que reduz lesões nos tornozelo e dores no calcanhar.

Qual a diferença das palmilhas ortopédicas para as normais?

Diferentemente das palmilhas ortopédicas, as palmilhas tradicionais que já vêm acompanhadas do calçado não possuem nenhum tipo de padronização. Cada marca escolhe o modelo de acordo com custo de produção, sem se importar com a saúde dos usuários.

A vantagem de usar palmilhas ortopédicas começa com a possibilidade de adaptação à anatomia do seu pé. Elas são fabricadas de forma personalizada levando em consideração o tipo de pisada e postura corporal de cada um, podendo corrigir até mesmo deficiências anatômicas.

Algumas são até mesmo confeccionadas com silicone e possuem boa resistência e capacidade de amortecimento, proporcionando um alto grau de absorção de impactos. São macias e flexíveis, ideais para prática de esportes e para o uso diário.

Como saber se preciso utilizar?

Procure orientação com um médico profissional para saber se você tem algum problema de postura ou na coluna que pode ser corrigido com as palmilhas e sapatos ortopédicos. Ele indicará o melhor modelo e a frequência de uso mais adequada.


07/nov/2019

Sente dor no joelho após alguns quilômetros de iniciar a corrida?

Você não está sozinho, essa é uma dor muito comum entre os corredores, e é notada na face externa do joelho após poucos quilômetros de corrida.

Essa lesão muitas vezes é reflexo da sobrecarga decorrente da falta de planejamento e preparação física e estima-se que no Brasil tenha cerca de milhões de corredores na rua sem qualquer tipo de orientação.

Outro cenário muito comum, é o de pessoas que migram de repente do sedentarismo para a corrida, e forçam joelhos e tornozelos sem o mínimo de preparação.

Durante o exercício, o impacto contínuo sobre as articulações é de até três vezes o peso do atleta e o sintoma varia com a intensidade e tempo de duração dos exercícios. Na maioria dos casos, a dor some ao fim da corrida.

A doença é conhecida como a Síndrome da Banda Iliotibial, também chamada de “joelho de corredor”.

A estrutura afetada chama-se Trato Iliotibial, e o aumento do atrito entre o trato e a parte externa do joelho (epicôndilo femoral lateral) é a causa da dor.

Para evitar complicações, mantenha um ritmo saudável de exercícios e faça alongamentos.

Procure ajuda médica aos primeiros sintomas.

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Há 37 anos referência em Ortopedia, reabilitação e Medicina Esportiva.

 


07/nov/2019

“Tenho artrose no quadril e agora?”

Tão comum quanto o acometimento da artrose nas costas, a artrose no quadril também chamada de osteoartrose ou coxartrose é causada por um desgaste da articulação que provoca dores intensas no quadril.

Geralmente se apresenta durante o dia, ao andar ou permanecer sentado por muito tempo.

O quadril é a junta que liga o osso da coxa (fêmur) ao osso da bacia (acetábulo) permitindo os movimentos dos membros inferior, por isso, é responsável por sustentar boa parte do corpo.

Pessoas acima dos 45 anos são mais frequentemente acometidas, mas pode acontecer também com os mais jovens.

O tratamento é baseado no alívio de sintomas com uso de medicamentos e sessões de fisioterapia; cirúrgicas são indicadas em último caso, quando não há melhora com o tratamento clínico. Ambas as intervenções devem ser sempre indicadas e orientadas pelo médico ortopedista.

Na cirurgia é feita a substituição da articulação com desgaste pela prótese de quadril.

Para evitar complicações de um diagnóstico tardio, fique atento aos principais sintomas:

  • Dor no quadril, que piora ao andar, ficar sentado por muito tempo ou ao deitar de lado sobre a articulação afetada;
  • Dificuldade de cortar as unhas dos pés, calçar meias, amarrar o sapato ou levantar da cadeira, cama ou sofá que sejam mais baixos.
  • Andar mancando;
  • Sensação de dormência ou formigamento nas pernas;
  • A dor pode ir do quadril até o joelho na parte interna da perna;
  • Dor em queimação na batata da perna;
  • Dificuldade para movimentar a perna pela manhã;
  • Sensação de areia ao mexer a articulação.

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