A corrida nesta época de dengue, chicungunya e zika

18 de abril de 2017 por Osmar0
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Alastrando-se com velocidade impressionante por diversas regiões do mundo, a dengue, chicungunya e zika se tornaram conhecidas de todos os brasileiros e assustam a todos pelas consequências que podem causar, sobretudo a infecção causada pelo zika vírus. Mas e os corredores, como podem se prevenir?

O mosquito transmissor tem hábitos diurnos, portanto é muito importante nós corredores usarmos repelente de insetos ANTES dos treinos matinais, calças e camisas de mangas compridas quando possível e evitar treinar em regiões que possam apresentar possíveis focos de água parada. No caso de contrair a doença, os treinos devem ser suspensos, pois o organismo está tentando debelar a infecção presente e o esforço físico representaria um fator de stress adicional que não é bem vindo.

Uma complicação possível da infecção por zika é a síndrome de Guillain-Barré, descrita como uma neuropatia inflamatória periférica autoimune (doença do sistema nervoso) na qual o vírus desencadearia uma reação própria do organismo em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, provocando prejuízo das funções motoras. Normalmente esta é uma condição auto limitada, ou seja, quando o quadro evolui sem tratamento ou assistência. Porém, o tratamento de suporte deve ser iniciado imediatamente para evitar complicações.

Sobre o vírus – Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue, da febre amarela e da febre chicungunya, o vírus da zika circula em aproximadamente 28 países de diferentes partes do mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar situação de emergência internacional.

Batizado em 1952 com o nome da floresta Zika, em Uganda, na África, onde cientistas observaram um macaco que contraiu uma infecção viral diferente da febre amarela, o vírus da zika é um arbovírus, ou seja, é carregado por insetos e outros artrópodes. Ele pertencente à mesma família dos causadores da dengue e da febre amarela (os flavivírus) e é principalmente transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. Os sintomas em geral são dor de cabeça, vermelhidão e dor atrás dos olhos, além de vômitos, manchas vermelhas na pele e dores articulares.

Estes são praticamente os mesmos sintomas em relação à dengue e à febre chicungunya e cerca de 80% dos casos são assintomáticos. O tratamento se resume ao combate dos sintomas com analgésicos e hidratação adequada, uma vez que ainda não há vacina ou remédios específicos e a doença geralmente se resolve naturalmente no período de três a sete dias. É improvável contrair a infecção por zika uma segunda vez, pois só há um tipo de vírus, diferentemente da dengue na qual existem quatro subtipos de vírus e uma eventual segunda infecção pode ser muito grave e até mesmo fatal.


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