Crioterapia – Ferramenta para a rápida recuperação para a próxima corrida

20 de junho de 2017 por Osmar0

Recentemente algumas clínicas de fisioterapia e até mesmo assessorias esportivas que contratam este serviço em campo para seus atletas têm utilizado de uma nova ferramenta para a recuperação de lesões músculo-esqueléticas. Trata-se do chamado Injury Treatment System, ou sistema de tratamento de lesões, usado desde 2005, composto por bolsas que englobam por completo a região do corpo a ser tratada e proporcionam um tipo de terapia de frio (chamada de crioterapia) com compressão pneumática ativa concomitante.

Seu fabricante alega que este sistema acelera o processo de cura, através do estímulo para a regeneração dos tecidos em conjunto com o aumento de fluxo sanguíneo na área afetada, otimizando a drenagem linfática e ajudando a reduzir a dor e inchaço, que acompanham as lesões ao longo de treinamentos e competições, ou mesmo no período pós-operatório. Especialistas já comprovaram sua eficácia através de relatos publicações de artigos científicos, afirmando que a combinação única da compressão ativa com a terapia de frio destes sistemas simplesmente funciona melhor do que só o uso de gelo com compressão estática (bolsa de gelo e bandagem) ou outros dispositivos crioterápicos. 

Outra constatação de médicos e fisioterapeutas que já utilizam estes sistemas é que as bandagens são ergonomicamente desenhadas, – moldadas para as áreas do corpo especificamente designadas – e a combinação de compressão intermitente com a terapia de frio reduz a necessidade de analgesia (melhora da dor) através de narcóticos por parte de seus pacientes, restaurando a amplitude de movimento. Isto por sua vez possibilita um rápido retorno às atividades físicas prévias à lesão.

Teoricamente as bandagens ergonômicas destes sistemas foram projetadas para se moldarem confortavelmente, e conduzir a terapia pelo frio para qualquer área afetada junto com a compressão pneumática intermitente. Seus fabricantes alegam que as bandagens simplesmente se ajustam e fornecem melhor contato com as partes do corpo, do que as que oferecem apenas crioterapia. Nos casos de juntas grandes como ombros e quadris a terapia de frio precisa de ajuda para penetrar profundamente nos tecidos e auxiliar na recuperação. Os estudos indicam que os pacientes se recuperam pelo menos 20% mais rapidamente com o uso desta nova tecnologia, porém isto varia de paciente para paciente.

De qualquer forma, devemos sempre lembrar que a recuperação é afetada principalmente por três fatores: motivação, condução do tratamento proposto e tipo de reabilitação realizado. Os sistemas de compressão dinâmica com crioterapia podem afetar positivamente o fator reabilitação desta equação.

(Dr. José Marques Neto)


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